domingo, 14 de junho de 2015

Diferentes tipos de poços de petróleo e gás natural


Reprodução: Fatos e Dados



Entre os inúmeros recordes que temos alcançado no pré-sal está a redução gradual do nosso tempo de perfuração de poços. Embora muitos acreditem que os poços são sempre perfurados da mesma forma, existem variados tipos de perfuração para diferentes finalidades.
Para descobrirmos novos campos ou jazidas de petróleo, por exemplo, precisamos coletar dados e avaliar a extensão das reservas por meio dos chamados poços exploratórios.
Conheça as principais diferenças entre os poços:
a) Poço pioneiro: é o primeiro poço perfurado quando buscamos petróleo e/ou gás natural;
b) Poço estratigráfico: fazemos esse tipo de perfuração para mapear dados geológicos das camadas de rocha e obter outras informações relevantes;
c) Poço de extensão ou delimitatório: esse tipo de poço é perfurado quando queremos ampliar ou demarcar os limites de uma jazida;
d) Poço pioneiro adjacente: perfuração que fazemos para descobrir novas jazidas em uma área adjacente a uma descoberta anterior;
e) Poço para jazida mais rasa: quando queremos testar se existem jazidas mais rasas do que as já descobertas numa determinada área;
f) Poço para jazida mais profunda: quando queremos testar se existem jazidas mais profundas do que as já descobertas numa determinada área;
Depois de todas as pesquisas e testes exploratórios nos poços pioneiros e adjacentes, quando nos certificamos de que uma descoberta tem viabilidade econômica, passamos para os seguintes tipos de poços:
g) Poço de produção ou desenvolvimento: é com esse tipo de poço que drenamos o petróleo de um campo;
h) Poço de injeção ou injetor: para aumentar ou melhorar a recuperação de petróleo e gás natural de um reservatório, injetamos fluidos como água e gás.
i) Poço especial: para quaisquer outros tipos de poço.


 



Outras classificações:

Entre as outras classificações para os poços de petróleo está a direção da perfuração, que se subdivide da seguinte forma:
j) Poço vertical: nesse tipo de perfuração, a sonda e o alvo (ou objetivo) estão na mesma reta vertical;
k) Poço direcional: qualquer poço em que a perfuração não é feita na vertical;
l) Poço horizontal: é um tipo de perfuração feita na horizontal, especialmente para garantir um maior aproveitamento do petróleo.



 




Ou ainda outras formas de perfuração:

m) Poço repetido: quando, por algum motivo, precisamos perfurar novamente um poço, com os mesmos objetivos;
n) Poço partilhado ou multilateral: nesse tipo de poço, aproveitamos um poço já perfurado, ou parte dele, para objetivos diferentes; e
o) Poço desviado: quando precisamos desviar a trajetória da perfuração por causa de um obstáculo.
Outras características, como profundidade e diâmetro, são fundamentais para desenvolvermos e aplicarmos diferentes tipos de tecnologia. Continuamos testando, por exemplo, novas formas de monitoramento de sondas e variados fluidos para injeção, para aumentarmos a eficiência e reduzirmos os custos da exploração e produção de petróleo e gás natural.



 Fonte: Tecpetro




Equipamentos Submarinos




Fonte: Petrobras


Ao longo de sua história, a Petrobras tem desenvolvido e aplicado soluções tecnológicas cada vez mais sofisticadas no ramo de engenharia submarina. São mais de quarenta anos de produção no mar, em lâminas d´água cada vez mais profundas, que exigiram a utilização dos mais modernos equipamentos offshore. O papel da engenharia submarina foi decisivo para desenvolver os inúmeros projetos de produção da companhia, que envolvem não só as atividades de operação, como também instalação e manutenção.
Abaixo, podemos conhecer um pouco mais sobre esses equipamentos, que, ao lado de novas tecnologias desenvolvidas ao longo dos anos, permitem à Petrobras destacar-se mundialmente na exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultras profundas.


 
Árvore de Natal Molhada (ANM)

A ANM é um equipamento instalado na cabeça do poço submarino, composto de um conjunto de conectores e válvulas que permitem controlar o fluxo dos fluidos produzidos ou injetados no poço. É projetado para suportar elevadas pressões e temperaturas do poço (além de elevadas pressões e baixas temperaturas ambientes). Pode ser instalada com suporte de mergulhadores em profundidade de até 300m ou, em águas profundas e ultra profunda, com auxílio de um veículo de operação remota (ROV).
O nome árvore de natal tem origem na década de 1930, quando moradores de províncias petrolíferas norte-americanas fizeram a associação do equipamento coberto de neve com um pinheiro natalino. Com a descoberta de petróleo no fundo do mar, o equipamento foi adaptado às novas condições e passou a ser chamado de árvore de natal molhada ou ANM, muito utilizada em sistemas de produção offshore.




 
Manifold

Outro tipo de equipamento importante que pode estar presente no layout submarino são os manifolds, equipamentos que conjugam a produção de dois ou mais poços. De forma geral, são conjuntos de válvulas e assessórios que permitem a manobra e junção das correntes produzidas pelos poços, formando uma única corrente em direção à Unidade de Produção. Os manifolds podem também ser utilizados para permitir que um grupo de poços compartilhem sistemas de injeção de água e gas-lift.
De forma mais objetiva e simplificada, eles servem para o direcionamento da produção de vários poços às unidades de produção e também para distribuir fluidos destas para serem injetados nos poços. Como agrupam os fluidos produzidos por poços, os manifolds ajudam a reduzir o número de linhas conectadas à plataforma, além de reduzir o comprimento total das linhas de interligação de poços usados num sistema de produção.



 


Linhas flexíveis e risers

Linhas flexíveis e risers são os dutos que conduzem os fluidos produzidos pelo poço para unidades de produção. Podem também ser utilizados para interligação de uma unidade a outra, para injeção ou descarte de fluidos em reservatórios ou para a exportação da produção em terra.
Os dados ou linhas flexíveis apresentam formato tubular e são constituídos de diversas camadas de materiais metálicos e não metálicos cada qual com função específica. Os dutos flexíveis possuem em suas extremidades acessórias denominadas “conectores” e são empregados em todo sistema submarino de coleta e escoamento, ligando as árvores de natal molhadas a manifolds ou risers.
Já os riseres, são os trechos suspensos das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas (oriundas de uma árvore de natal molhada ou manifold) às plataformas. Podem também ser utilizados para conduzir fluidos da superfície até o leito marinho, como os risers de injeção e de exportação. Os risers podem ser flexíveis ou rígidos.





Umbilicais e Equipamentos de Interligação

Além dos equipamentos descritos acima, outros também compõe os arranjos submarinos dos sistemas de produção. Dois exemplos são os equipamentos de interligação do tipo PLET e PLEM, além dos umbilicais eletro-hidráulicos.
Os equipamentos de interligação PLET (Pipeline End Termination) são equipamentos instalados na extremidade de um trecho rígido a fim de permitir a interligação entre este e outro duto flexível. Já os do tipo PLEM (Pipeline End Manifold), são instalados na extremidade de um trecho de duto a fim de permitir a interligação entre este e um ou mais trechos de dutos.
Os umbilicais eletro-hidráulicos é constituído por um conjunto de mangueiras e cabos elétricos, utilizados para operar remotamente equipamentos e válvulas submarinas, injetar produtos químicos e monitorar parâmetros operacionais (temperatura e pressão) de poços.





 
Equipamentos de interligação tipo PLEM e PLET

Os PLETs (Pipeline End Termination) são equipamentos que possibilitam a interligação submarina entre dutos rígidos e dutos flexíveis ou entre um duto e um equipamento submarino.
Os PLEMs (Pipeline End Manifold) são instalados na extremidade de um trecho de duto, permitindo sua interligação com outros trechos de dutos.






 
Fonte: Tecpetro.