domingo, 14 de junho de 2015

Equipamentos Submarinos




Fonte: Petrobras


Ao longo de sua história, a Petrobras tem desenvolvido e aplicado soluções tecnológicas cada vez mais sofisticadas no ramo de engenharia submarina. São mais de quarenta anos de produção no mar, em lâminas d´água cada vez mais profundas, que exigiram a utilização dos mais modernos equipamentos offshore. O papel da engenharia submarina foi decisivo para desenvolver os inúmeros projetos de produção da companhia, que envolvem não só as atividades de operação, como também instalação e manutenção.
Abaixo, podemos conhecer um pouco mais sobre esses equipamentos, que, ao lado de novas tecnologias desenvolvidas ao longo dos anos, permitem à Petrobras destacar-se mundialmente na exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultras profundas.


 
Árvore de Natal Molhada (ANM)

A ANM é um equipamento instalado na cabeça do poço submarino, composto de um conjunto de conectores e válvulas que permitem controlar o fluxo dos fluidos produzidos ou injetados no poço. É projetado para suportar elevadas pressões e temperaturas do poço (além de elevadas pressões e baixas temperaturas ambientes). Pode ser instalada com suporte de mergulhadores em profundidade de até 300m ou, em águas profundas e ultra profunda, com auxílio de um veículo de operação remota (ROV).
O nome árvore de natal tem origem na década de 1930, quando moradores de províncias petrolíferas norte-americanas fizeram a associação do equipamento coberto de neve com um pinheiro natalino. Com a descoberta de petróleo no fundo do mar, o equipamento foi adaptado às novas condições e passou a ser chamado de árvore de natal molhada ou ANM, muito utilizada em sistemas de produção offshore.




 
Manifold

Outro tipo de equipamento importante que pode estar presente no layout submarino são os manifolds, equipamentos que conjugam a produção de dois ou mais poços. De forma geral, são conjuntos de válvulas e assessórios que permitem a manobra e junção das correntes produzidas pelos poços, formando uma única corrente em direção à Unidade de Produção. Os manifolds podem também ser utilizados para permitir que um grupo de poços compartilhem sistemas de injeção de água e gas-lift.
De forma mais objetiva e simplificada, eles servem para o direcionamento da produção de vários poços às unidades de produção e também para distribuir fluidos destas para serem injetados nos poços. Como agrupam os fluidos produzidos por poços, os manifolds ajudam a reduzir o número de linhas conectadas à plataforma, além de reduzir o comprimento total das linhas de interligação de poços usados num sistema de produção.



 


Linhas flexíveis e risers

Linhas flexíveis e risers são os dutos que conduzem os fluidos produzidos pelo poço para unidades de produção. Podem também ser utilizados para interligação de uma unidade a outra, para injeção ou descarte de fluidos em reservatórios ou para a exportação da produção em terra.
Os dados ou linhas flexíveis apresentam formato tubular e são constituídos de diversas camadas de materiais metálicos e não metálicos cada qual com função específica. Os dutos flexíveis possuem em suas extremidades acessórias denominadas “conectores” e são empregados em todo sistema submarino de coleta e escoamento, ligando as árvores de natal molhadas a manifolds ou risers.
Já os riseres, são os trechos suspensos das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas (oriundas de uma árvore de natal molhada ou manifold) às plataformas. Podem também ser utilizados para conduzir fluidos da superfície até o leito marinho, como os risers de injeção e de exportação. Os risers podem ser flexíveis ou rígidos.





Umbilicais e Equipamentos de Interligação

Além dos equipamentos descritos acima, outros também compõe os arranjos submarinos dos sistemas de produção. Dois exemplos são os equipamentos de interligação do tipo PLET e PLEM, além dos umbilicais eletro-hidráulicos.
Os equipamentos de interligação PLET (Pipeline End Termination) são equipamentos instalados na extremidade de um trecho rígido a fim de permitir a interligação entre este e outro duto flexível. Já os do tipo PLEM (Pipeline End Manifold), são instalados na extremidade de um trecho de duto a fim de permitir a interligação entre este e um ou mais trechos de dutos.
Os umbilicais eletro-hidráulicos é constituído por um conjunto de mangueiras e cabos elétricos, utilizados para operar remotamente equipamentos e válvulas submarinas, injetar produtos químicos e monitorar parâmetros operacionais (temperatura e pressão) de poços.





 
Equipamentos de interligação tipo PLEM e PLET

Os PLETs (Pipeline End Termination) são equipamentos que possibilitam a interligação submarina entre dutos rígidos e dutos flexíveis ou entre um duto e um equipamento submarino.
Os PLEMs (Pipeline End Manifold) são instalados na extremidade de um trecho de duto, permitindo sua interligação com outros trechos de dutos.






 
Fonte: Tecpetro.

domingo, 17 de maio de 2015

CICLO DO ENXOFRE


O enxofre é uma substância amarela encontrada no solo, que queima com facilidade. Ele entra na produção de ácido sulfúrico, fertilizantes, corantes e explosivos...
 O enxofre é encontrado nas rochas sedimentares, rochas vulcânicas, no carvão e gás natural.
O enxofre é essencial à vida, faz parte da molécula de proteína, vitais ao nosso corpo. Cerca de 140g estão presentes em nosso corpo. A natureza recicla o enxofre sempre que algum animal ou planeta morre.
Quando apodrecem as substâncias chamadas de sulfatos, combinadas com a água são absorvidas pelas plantas.
Quando o ciclo é quebrado, animais e plantas sofrem isso vem acontecendo através da constante queima de carvão, petróleo e gás. Esses combustíveis são chamados fósseis. A maneira como os átomos estão ligados em uma molécula de enxofre determina seu formato.
O ciclo do enxofre compreende 6 etapas básicas:

  1. As plantas absorvem compostos, contendo enxofre além dos sulfatos;
  2. Na produção de aminoácidos das plantas, o hidrogênio substitui o oxigênio na composição dos sulfatos.
  3. Os seres vivos se alimentam das plantas.
  4. Microrganismos decompõem os aminoácidos que contem enxofre nos restos de animais e plantas, criando sulfito de hidrogênio;
  5. O enxofre é extraído do sulfito por bactérias e microrganismos; 
  6. Sulfatos são produzidos pela ação de microrganismos na combinação do enxofre com oxigênio.

O enxofre apresenta um ciclo que passa entre o ar e os sedimentos. Existe um grande deposito na crosta terrestre e um deposito menor na atmosfera.

Gás Natural



O que é gás natural?

O Gás Natural é a designação genérica de um combustível de origem fóssil, formado pela mistura de hidrocarbonetos leves que permanecem no estado gasoso nas condições ambientes de temperatura e pressão, entre os quais se destaca o metano (CH4), sendo encontrado na natureza normalmente em reservatórios profundos no subsolo, associado ou não ao petróleo.
Do mesmo modo que o petróleo, o Gás Natural é resultado da decomposição de matéria orgânica originada de grandes quantidades de organismos que existiam nos mares no período pré-histórico. Os movimentos de acomodação da crosta da terra causaram o soterramento dessa matéria orgânica a grandes profundidades e essa decomposição se realizou em ausência de ar, a grandes temperaturas e sob altas pressões.
Tal e como é extraído das jazidas, o Gás Natural é um produto incolor e inodoro, não é tóxico e é mais leve que o ar. Além disso, é uma energia livre de enxofre e a sua combustão é completa, liberando como produtos da mesma o dióxido de carbono (CO2) e vapor de água. Sendo tais produtos não tóxicos, o Gás Natural é uma energia ecológica e não poluente.
A unidade básica de medida para o Gás Natural é o metro cúbico por dia (m3/dia), utilizando-se para grandes quantidades, o milhão de metros cúbicos por dia - Mm3/dia. A energia produzida pela combustão do gás é usualmente medida em quilocaloria (Kcal). Ou em -MMBTU - milhões de British Thermal Unit.

Principais Características

  • Odor – O Gás Natural não tem cheiro. Para que vazamentos sejam percebidos adiciona-se um odorizante que confere ao gás um cheiro característico;
  • Poder Calorífico – O poder calorífico superior do Gás Natural é 9.400kcal/m³;
  • Toxidade – O Gás Natural não é tóxico e se dissipa facilmente na atmosfera;
  • Aspectos da chama – A chama apresenta boa aparência, firmeza e uniformidade com coloração azulada;
  • Pressão – É distribuída para consumo a baixa pressão.

Reservas

O Brasil, com sua imensa extensão territorial, é detentor de grandes reservas de Gás Natural. As pesquisas atuais demonstram os seguintes dados de reservas já descobertas:
  • 185 trilhões de m³ estão distribuídos pelo globo terrestres sendo as maiores reservas situadas na Europa, e países da Ex-URSS e no Oriente Médio;
  • A América Latina possui 7 trilhões de m³ e deste total 364 bilhões de m³ estão distribuídos em reservas brasileiras;
  • A Bahia possui 32 bilhões de m³, correspondendo a 63% das reservas do nordeste e 9% das reservas do Brasil;
  • A participação do Gás Natural na Matriz Energética Brasileira de Gás Natural é de 9% e, dentro deste cenário, a Bahia representa 14,5%.
Representação dos gasodutos existentes, em construção e em análise no Brasil.


Fonte: Gasenergia. 2003. Disponível em: www.gasenergia.com.br/portal/port/barraservico/mapa/mapa.jsp. (adaptado)

Fonte: