domingo, 24 de julho de 2016

Petrobras aprova compartilhar controle da BR Distribuidora

Conselho da estatal aprovou mudança no modelo de venda da subsidiária.
Propostas feitas no modelo antigo 'não atenderam aos objetivos'. 


O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (22), alterar o modelo de venda de uma parte da BR Distribuidora. Pelo novo modelo, a Petrobras deverá compartilhar o controle de sua unidade de distribuição de combustíveis.

No ano passado, o conselho da companhia havia aprovado a venda de pelo menos 25%da unidade de distribuição de combustíveis da estatal. Em comunicado, a empresa informa que foram recebidas três propostas, que após análise, "não atenderam aos objetivos da Companhia". Com isso, o atual processo de venda foi encerrado.
No novo processo, segundo o texto, a Petrobras deverá deter uma participação de 49% no capital com direito a voto, mas ficará majoritária no capital total (acionistas com e sem direito a voto).

"O novo processo buscará parceiros com os quais a Petrobras compartilhará o controle da
distribuidora, numa estrutura societária que envolverá duas classes de ações – ordinárias e
preferenciais", diz a estatal. "Será condição para a conclusão da transação que questões estratégicas para a Petrobras estejam adequadamente refletidas na estrutura da parceria".


Fonte: G1

Hidrato de Gás: fonte de energia ou de preocupação?


O metano hidratado fica abaixo de muitas camadas de gelo ou no fundo do mar.

É cada vez maior o esforço em busca de alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais - petróleo, carvão e gás natural - seja porque eles são poluentes, seja porque sua extração tem-se tornado mais difícil.
Um substituto potencial que vem ganhando atenção é o hidrato de metano, encontrado em enormes quantidades sob o permafrost - o solo gelado do Ártico - ou os leitos dos oceanos.
Porém, apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, sua extração apresenta enormes riscos ambientais.



Gás hidratado

Conhecido como "gelo que arde", o hidrato de metano - mais rigorosamente um clatrato de metano (CH4*5.75H2O) - é constituído por cristais de gelo com gás preso em seu interior.
Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano.
Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano - muito metano.
Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia.
Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas - a estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo.


Extração do gás hidratado

O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos.
Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape do metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o gás hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil.
E isso tem consequências sérias para o aquecimento global - estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais forte que o CO2 em termos de efeito estufa.
Por causa desses desafios técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo.
Mas alguns países estão chegando perto.


Experimentos tímidos

Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes.
Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução.
Os experimentos mais bem-sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, a extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar teve êxito.
Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas
 baixas e pressão elevada. 
Maior importador de gás do mundo, o interesse do Japão é óbvio, embora o orçamento anual do país para pesquisa na área é relativamente baixo - US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões) - embora o governo fale em produzir hidrato de metano em escala comercial no fim desta década.
A China e a Índia, com demandas enormes por energia, continuam tímidos em seus esforços para explorar o recurso.
 
Assim, mesmo os especialistas parecem céticos, sobretudo levando em conta a concorrência da indústria petrolífera e das enormes reservas de gás e petróleo de vários dos países que poderiam capitanear os esforços de extração do hidrato de metano.
O fato é que a Agência Internacional de Energia (IEA) ainda não inclui o gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos.


Riscos ambientais

Mais preocupados estão os ambientalistas.
Se essa nova fonte de energia for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas.
Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, o gás hidratado continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera.
Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás naturalmente, devido ao aquecimento dos oceanos e ao eventual derretimento das calotas polares.
Se essas prospectivas ambientalistas estiverem corretas, a decisão futura poderá ficar entre escolher explorar o gás hidratado ou deixá-lo vazar na atmosfera.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Bacia de Santos atinge novo recorde em produção de petróleo

Extração no Brasil chegou a 1 milhão de barris por dia na área do pré-sal.
Em cada poço, houve média de produção de 25 mil barris por dia.



Plataforma Cidade de São Vicente, em operação na Bacia de Santos (Foto: Divulgação/Petrobrás).


A extração de petróleo na Bacia de Santos atingiu um novo recorde. No dia 27 de junho, a produção chegou a 935,5 mil barris por dia. A Petrobrás divulgou nesta quinta-feira (29) que, juntos, os poços da Bacia de Santos e da Bacia de Campos já representam 40% do volume de petróleo operado pela empresa no país. O anúncio foi feito na sede da empresa em Santos, no litoral de São Paulo. No pré-sal em todo o país, a produção bateu o recorde de 1 milhão de barris por dia.

Em cada poço do pré-sal na Bacia de Santos são extraídos cerca 25 mil barris por dia, uma média alta comparada a outras da indústria. Nove dos dez poços mais produtivos do Brasil estão nesta área. O mais produtivo deles está localizado no campo de Lula e possui uma vazão média diária de 36 mil barris. Ao todo, 52 poços produtores contribuíram para os números recorde.

Em julho de 2014, a produção na área já era de 500 mil barris por dia. A operação pré-sal no país se iniciou em 2006, com a descoberta das jazidas de petróleo na região. A empresa compara os números ao primeiro milhão de barris produzidos pela companhia, marca atingida em 1998 com a contribuição de mais de 8 mil poços.

Atualmente, operam no pré-sal da Bacia de Santos sete sistemas de produção de grande porte que são ligados a plataformas flutuantes que produzem, estocam e exportam petróleo e gás. O custo médio da extração nas bacias vem sendo reduzido, chegando a um valor inferior a US$ 8 por barril no primeiro trimestre deste ano. A média da indústria gira em torno dos US$ 15.

O tempo médio para construção de novos postos também foi diminuído nos últimos anos, passando de aproximadamente 310 dias em 2010 para cerca de 89 nos primeiros meses de 2016. A redução de tempo em 71% significa que novos poços produtivos poderão ser criados nos próximos anos.
No terceiro trimestre deste ano entrará em operação um novo sistema de produção, que será instalado no campo de Lula. A plataforma terá capacidade para processar até 150 mil barris por dia de petróleo. Até 2020, a Petrobras estima que 12 novos sistemas de produção sejam criados no pré-sal da Bacia de Santos.

Fonte: G1

segunda-feira, 27 de junho de 2016

RJ era o maior produtor de petróleo e gás natural do país em 2014, diz IBGE.

Estado tinha 68,4% da produção de petróleo e 34,8% de gás natural, no ano.
São Paulo tinha 39% da capacidade de refino de todo o Brasil; Rio, 10,9%.

Campos de produção de petróleo (Foto: Reprodução / IBGE)


O Rio de Janeiro era o maior produtor de petróleo do país em 2014 com 68,4% do total produzido no país, mostrou a pesquisa Logística de Energia 2015 – Redes e Fluxos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (23). Esse percentual é quatro vezes maior do que o observado no segundo colocado, o Espírito Santo (16,3%), no mesmo ano.
São Paulo era o terceiro maior produtor no período, com 7,2%. Ainda de acordo com o IBGE, os outros estados produtores somados concentravam 8,1% do total de petróleo produzido no Brasil.
O estado do Rio de Janeiro também se destacou na produção de gás natural, com 34,8%, mais do que o dobro do que o Espírito Santo, que ocupa a segunda colocação extraindo 14,9%. De acordo com o instituto, os estados do Amazonas e São Paulo detêm “produções significativas” com 14,7% e 13,1%.
“O padrão geográfico é muito determinado pelas condições técnicas e naturais. Isso tem um lado obvio que só dá para tirar petróleo onde tem petróleo. Só que no lado da energia elétrica, a localização da geração também segue as bacias hidrográficas que tem potencial, tem condições técnicas para acontecer”, analisou o gerente da pesquisa, Marcelo Mota.
Em relação a 2013, houve um crescimento da produção de petróleo no estado do Rio de Janeiro de 5,86%, e gás-natural, 10,91%, segundo o Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2015, da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O propósito do levantamento foi mapear os recursos energéticos do país, utilizando as informações públicas disponíveis pelas agências para produzir um panorama geográfico da energia, informou Bruno Dantas, responsável pela pesquisa.

92,5% do petróleo no mar
A produção de gás, no entanto, era um pouco menos concentrada no mar do que a de petróleo analisou a pesquisa. Eram 73,3% de origem marítima e 26,7% de produção em terra. O pré-sal representava 19,6% do total extraído no país, ou 31,9 bilhões de metros cúbicos.
Já o petróleo tinha 92,5% do seu volume produzido em ambiente marinho e 7,5% no continente.
Em termos absolutos, porém, 841 poços produtores de petróleo e gás natural estavam situados no mar enquanto 8.263 estavam no continente.

Cresce pré-sal

O levantamento mostrou o crescimento da participação do pré-sal na produção de petróleo, que havia chegado a 21,9% em 2014, apesar da descoberta e regulação da exploração nessa camada ser "relativamente recente".
"Entretanto, esta produção vem aumentando significativamente nos últimos anos, chegando a 179 milhões de barris em 2014", ressaltou a pesquisa.


O levantamento mostrou o crescimento da participação do pré-sal na produção de petróleo, que havia chegado a 21,9% em 2014. (Foto: Reprodução / IBGE)



“Está em crescimento, chegou a 20% da produção do petróleo e a tendência é de aumentar a participação do petróleo, da produção”, afirmou o gerente, que acrescentou ainda que a pesquisa observou o pré-sal “citou a mesma área onde estão as jazidas de petróleo: litoral do Rio de Janeiro, basicamente. Em termos geográficos, não causa muita diferença. Toda a estrutura de extração e transporte é basicamente a mesma [da produção de petróleo total]”.
O Brasil não é autossuficiente na produção de derivados de petróleo, contudo, conforme mostrou o levantamento. A importação líquida foi, em média, 47,6 mil metros cúbicos por dia em 2014. O indicador de dependência externa de petróleo e seus derivados foram de 7% neste ano.

Refinarias
Ainda segundo a pesquisa, a distribuição de refinarias no Brasil era desigual no ano. O Brasil possuía 17 refinarias, sendo que cinco delas estavam no estado de São Paulo, que concentrava 39% da capacidade de refino do país.
Os estados da Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuíam duas refinarias cada um, sendo a capacidade de refino do país chegando a 16,1%, 10,9% e 9,3%, respectivamente. O Centro-Oeste não possui refinaria, e o Norte tinha apenas uma, em Manaus, no Amazonas.

Etanol
O levantamento mostrou ainda que São Paulo é o estado (48,2%) com maior capacidade produtiva de etanol, concentrada no interior do estado, onde ocorre a principal área de plantão de cana-de-açúcar do país.
Minas Gerais e Goiás concentravam “parte significativa da produção”, com 10% de participação, informou o IBGE, que acrescentou ainda que Mato Grosso do Sul detinha 8,3%, enquanto o Paraná, 6,1%, Mato Grosso, 4,1%, Alagoas, 2,8%, Paraíba, 1,3% e Espírito Santo, 1,2%.
“Uma observação é a localização da matéria prima. A produção de etanol é muito próxima das áreas produtoras de cana-de-açúcar e toda a infraestrutura de distribuição vai se localizar no mercado consumidor, que é o centro sul do país e grandes capitais. Essa infraestrutura tende a ser mais rarefeita no notes principalmente no Norte no país e principalmente no Sul”, analisou.

Biodiesel
Ainda de acordo com a pesquisa, o biodiesel é produzido no país predominantemente por meio do óleo de soja, “que contribui para 76,9% do total das matérias-primas utilizadas na produção”. A capacidade de produção mostrava maior expressão nos estados do Rio Grande do Sul (27,3%) e Mato Grosso (23,4%).

Energia: eólica cresce 460% em 4 anos
A geração eólica cresceu aproximadamente 460%, de 2010 a 2014, passando de 2.177 para 12.210 Giga watts (GWh) anuais. No entanto, de acordo com a pesquisa do IBGE, “a participação dessa fonte ainda é baixa, representando 2,1% do total da geração.
Concentram-se principalmente no Nordeste, em especial no Rio Grande do Norte (31,3%), Ceará (23,4%) e no interior da Bahia (16,9%).
Já a geração fotovoltaica (energia elétrica a partir da luz do sol) é apenas residual, participando com menos de 1% do total.
A pesquisa mostrou ainda que a geração de energia hidráulica correspondeu a 63,2% do total da geração na matriz energética do país em 2014, com 373.439 Gwh, mostrou o levantamento.
Ainda segundo a pesquisa, em todo território nacional existem 367 centrais geradoras de hidroelétricas (até 3 Megawatts – MW) ou 0,2% da geração total, 459 pequenas hidrelétricas em operação (entre 3 a 30 MW), ou 94,9% da potência. Elas estão concentradas nas regiões de integração eletro energéticas Centro-Oeste/Sudeste e Sul.
“Apesar de ter esse determinante natural, a logística da energia do país não está separada da estrutura econômica, que são os consumidores dessa energia. Não só a atividade econômica como também a distribuição da população”, disse Marcelo Motta.
“Tem o lado da rede distribuição. O sistema interliga praticamente todo território nacional. Se comparar com os Estados Unidos, que é território com tamanho semelhante, eles não têm sistema interligado, têm três sistemas que não se comunicam, e o Brasil já tem um sistema de nível nacional”, concluiu.
De acordo com ele, os números de linhas de subestação são maiores no Sudeste e tem área entre Goiás e Tocantins. "Há certo afunilamento da rede na região que faz intermediação entre Norte e Nordeste, e Sul e Sudeste. (...) A rede é mais densa no Sudeste do que no restante do país".


Fonte: G1

domingo, 26 de junho de 2016

Desafios do Pré-Sal | OTC 2015

Conheça as 10 tecnologias premiadas do Pré-Sal na Offshore Technology Conference

As tecnologias que tornaram possível a produção nas condições inóspitas do pré-sal foram testadas, comprovadas e hoje representam um importante legado para a indústria petrolífera.





Fonte: Petrobras

sábado, 25 de junho de 2016

Oilfield é lindo - 15 imagens espetaculares que vão fazer você se apaixonar com o campo petrolífero.

Oilfield é lindo.
Você concorda com a gente?
Nós gostaríamos de compartilhar 15 imagens espetaculares que vão fazer você apreciar a beleza do campo petrolífero.

Vista aérea da plataforma offshore

Duplo Derrick Rig semi-submersível

Jack cima Mover Rig

Facilidade de Produção Offshore

Bombear Jack no Vale

plataforma semi-submersível

Bomba Jack e Sunset

Jaques da bomba continua a bombear

Facilidade Offshore Central de Produção

Lighting & Oilfield

Sunset Time & Jack up Rig

O horizonte

Big Rig Semi Sub no estaleiro

Well Test

Inverno e Bomba Jack

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FPSO Libra: Um navio tanque Suezmax convertido em uma unidade FPSO




No ano passado, o navio tanque Navion Norvegia concluiu seus serviços… como navio tanque. O navio agora está em processo de conversão para uma unidade FPSO, estendendo sua vida útil de operação em mais 12 anos. O FPSO Libra vai operar no pré-sal brasileiro, no campo de Libra na bacia de Santos. Estima-se que o campo possui reservas de 8 a 12 bilhões de barris de óleo equivalente, atualmente considerado o maior campo offshore do Brasil. Este campo possui alta prioridade para o forte consorcio formado pela Total, Shell, CNOOC, CNPC e liderado pela Petrobras. O FPSO libra será usado como uma unidade de teste de poço em suporte a um desenvolvimento maior com múltiplos FPSOs.

O navios está atualmente sento convertido no Estaleiro Jurong em Singapura e está programado para produzir o primeiro óleo no início de 2017, quando ele iniciará seu contrato de afretamento de 12 anos. Durante o terceiro trimestre, o navio estaleirado para melhorias de aço no casco, a fabricação do topside continua e todos os itens de longo prazo de entrega foram adquiridos.

Primeiro Dique Seco

Içamento do bloco Sponson

FPSO Libra no Estaleiro Jurong em Singapura

Empilhamento de 4º Nivel da E-House
Área de Laydown


Fonte: tecpetro.com

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Coalbed Methane


Considerado por muitos apenas gerador de calor e energia elétrica através da feição bruta em termelétricas, o Carvão Mineral, abundante na região sul do Brasil, vem há anos ganhando notoriedade de outra forma em países com alta demanda energética, como Estados Unidos,  Canadá e Alemanha, através da utilização do gás metano gerado em suas camadas (cleats), o Coalbed Methane.
Diferente dos reservatórios de gás convencionais, o Carvão funciona como Rocha Geradora, Rocha Carreadora, Rocha Reservatório e Trapa, ou seja, o leito de Carvão mineral se apresenta como sistema petrolífero para o aporte desta importante matriz energética, que com a demanda energética crescente, principalmente em países europeus e asiáticos, vem ganhando espaço em importantes centros de pesquisas mundiais.
Para entendermos um pouco sobre o CBM, necessitamos saber mais sobre a geração do Carvão, que difere bastante da geração dos Hidrcarbonetos de petróleo. Desde a matéria orgânica mais úmica ou sapropélica (Tipo 3), em detrimento da algálica (Tipo 1), profundidade, temperatura de maturação até condições de reservatório os carvões possuem sua forma peculiar de formação.
O CBM é gerado de um conjunto de modificações de camadas de carvão soterradas, a consideráveis profundidades (mais de 400 metros em muitos casos) sob influência de altas pressões que lhe ocasionam  a sequência Stress e Strain, além de serem alimentadas com o tempo por altas temperaturas.  A capacidade de geração de CBM está diretamente relacionada com aplicação de tensões normais e de cisalhamentos impostas pelo arranjo estrutural que fazem com que a camada de carvão, até o momento maciça e praticamente impermeável, ganhe fraturas (cleats) que lhes garantem uma permeabilidade secundária.
Com a geração de fraturas, em um  ambiente submetido a altas temperaturas de rochas ditas “quentes” ao sua volta (fonte magmática ou simplesmente devido as altas profundidades), o carvão começa a ser modificado em seu arranjo estrutural, que dependendo da sua composição inicial (fonte orgânica) e da temperatura ali aplicada, pode fazer com que o mesmo perca frações voláteis do seu arranjo original, principalmente metano, dando origem a possíveis reservas explotáveis de Coalbed Methane.
Porém, formas precisas de dimensionar as reservas, que como já se sabe são enormes,  produção entre outras partes da exploração do CBM, são temas interessantes de serem analisados, para isto, buscaremos a seguir, em novas publicações, exemplificar outras fases da análise de Coalbed Methane do ponto de vista geológico, da engenharia e da economicidade da sua explotação.

Fonte: http://tecpetro.com

domingo, 14 de junho de 2015

Diferentes tipos de poços de petróleo e gás natural


Reprodução: Fatos e Dados



Entre os inúmeros recordes que temos alcançado no pré-sal está a redução gradual do nosso tempo de perfuração de poços. Embora muitos acreditem que os poços são sempre perfurados da mesma forma, existem variados tipos de perfuração para diferentes finalidades.
Para descobrirmos novos campos ou jazidas de petróleo, por exemplo, precisamos coletar dados e avaliar a extensão das reservas por meio dos chamados poços exploratórios.
Conheça as principais diferenças entre os poços:
a) Poço pioneiro: é o primeiro poço perfurado quando buscamos petróleo e/ou gás natural;
b) Poço estratigráfico: fazemos esse tipo de perfuração para mapear dados geológicos das camadas de rocha e obter outras informações relevantes;
c) Poço de extensão ou delimitatório: esse tipo de poço é perfurado quando queremos ampliar ou demarcar os limites de uma jazida;
d) Poço pioneiro adjacente: perfuração que fazemos para descobrir novas jazidas em uma área adjacente a uma descoberta anterior;
e) Poço para jazida mais rasa: quando queremos testar se existem jazidas mais rasas do que as já descobertas numa determinada área;
f) Poço para jazida mais profunda: quando queremos testar se existem jazidas mais profundas do que as já descobertas numa determinada área;
Depois de todas as pesquisas e testes exploratórios nos poços pioneiros e adjacentes, quando nos certificamos de que uma descoberta tem viabilidade econômica, passamos para os seguintes tipos de poços:
g) Poço de produção ou desenvolvimento: é com esse tipo de poço que drenamos o petróleo de um campo;
h) Poço de injeção ou injetor: para aumentar ou melhorar a recuperação de petróleo e gás natural de um reservatório, injetamos fluidos como água e gás.
i) Poço especial: para quaisquer outros tipos de poço.


 



Outras classificações:

Entre as outras classificações para os poços de petróleo está a direção da perfuração, que se subdivide da seguinte forma:
j) Poço vertical: nesse tipo de perfuração, a sonda e o alvo (ou objetivo) estão na mesma reta vertical;
k) Poço direcional: qualquer poço em que a perfuração não é feita na vertical;
l) Poço horizontal: é um tipo de perfuração feita na horizontal, especialmente para garantir um maior aproveitamento do petróleo.



 




Ou ainda outras formas de perfuração:

m) Poço repetido: quando, por algum motivo, precisamos perfurar novamente um poço, com os mesmos objetivos;
n) Poço partilhado ou multilateral: nesse tipo de poço, aproveitamos um poço já perfurado, ou parte dele, para objetivos diferentes; e
o) Poço desviado: quando precisamos desviar a trajetória da perfuração por causa de um obstáculo.
Outras características, como profundidade e diâmetro, são fundamentais para desenvolvermos e aplicarmos diferentes tipos de tecnologia. Continuamos testando, por exemplo, novas formas de monitoramento de sondas e variados fluidos para injeção, para aumentarmos a eficiência e reduzirmos os custos da exploração e produção de petróleo e gás natural.



 Fonte: Tecpetro